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DIA 24.04

17:00

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Coletivo Campim Novo + [:a.cinema:]

Dessa janela sozinho
olhar a cidade me acalma
Estrela vulgar, a vagar
Rio
Também posso chorar
(Duda Machado, 1971)

 

Estes versos, musicados por Jards Macalé, foram cantados por este e por Gal Costa, em álbuns que marcaram um momento de grande combatividade política e estética da cultura brasileira.
Para o Festival Música Estranha, os coletivos Capim Novo e [:a.cinema:] combinam suas histórias e poéticas da audiovisão para revisitar as linhas de Duda meio-século depois. Aqui, agora, estar na janela sozinho é ao mesmo tempo a solidão do isolamento ou a tela das lives. A cidade é São Paulo e é Brasil. E Rio é correnteza e margem, riso e lágrimas de luto. Curso e discurso, na rede hídrica dos nossos encontros úmidos.

 

 

[:a.cinema:]

Coletivo de performance audiovisual formado por Dino Vicente (sintetizadores), Rodrigo Gontijo (imagens ao vivo) e Sérgio Basbaum (guitara fretless & efeitos). Desde 2015, o [:a.cinema:] vem pesquisando as possibilidades das práticas improvisativas envolvendo performance de som & imagem, também nomeadas hoje Live Cinema. O resultado são performances audiovisuais energéticas, de forte caráter imersivo, exigindo dos performers alto nível de concentração e integração, para oferecer ao público um resultado sempre único e irrepetível. Num mundo em perpétua e intensa transformação, as práticas performáticas audiovisuais emergem como resposta à demanda do acontecimento sensível ao instante e ao risco, necessários à emergência do novo, e têm ganhado cada vez mais relevância na cena contemporânea. Ao longo destes anos, o grupo vem atuando em espaços nacionais e internacionais tais como como o V Congreso Internacional de Sinestesia, Ciência y Arte (Alcalá La Real, 2015), Red Bull Station (2016), Cinerama (SESC-Campinas, 2016), SESC Belezinho (2017), Besides the Screen (2017), Oficinas Culturais Oswald de Andrade (2017), o teatro Tucarena (2017) ou o espaço do antigo Museu de Arte Contemporânea da USP (2018), Planetário de SP (2019), DA HAUS (2019), Alea (2019), Alea - Devir Pesquisador Precariado (2020), além das oficinas e espetáculos [:a.cineminha:], dedicados ao público infantil. Buscando os limites da síntese entre som e imagem em criação coletiva, partindo de amplo repertório de imagens abstratas ou documentais + sons eletrônicos & analógicos, Rodrigo Gontijo, Sérgio Basbaum e Dino Vicente performam estruturas contrapontísticas e dialógicas que sobrepõem e contrapõem diferentes texturas e temporalidades, descobrindo possibilidades da criação de um espaço de acontecimento plástico da audiovisão.

 

Dino Vicente

Músico, produtor e artista sonoro. Ao longo de mais de três décadas de atuação, realizou diversos trabalhos com artistas tais como Arrigo Barnabé, Cesar Camargo Mariano, Nelson Ayres, Rita Lee, Mulheres Negras, Itamar Assunção, Belchior entre outros.

Compositor de trilhas sonoras para cinema, escreveu e produziu trilhas para filmes de longa e curta metragem: “Viola Perpétua” (2018), “Inaudito” (2017), “O Olhar do Boto” (2017), “Muito Além do Cangaço" (2016), "Filme Som" (2015), "O Dia Que Durou 21 Anos" (2013). Pioneiro na síntese analógica e tecnologia digital na cena brasileira, atualmente tem se dedicado a performances de música, instalações, cinema expandido, oficinas e performance audiovisual para crianças junto com o a.cineminha, difusão sonora em multicanais e audiovisual.

 

Rodrigo Gontijo

Professor na Universidade Estadual de Maringá, pesquisador e artista. É Doutor e Mestre em Multimeios pelo Instituto de Artes da UNICAMP e Bacharel em Comunicação e Multimeios pela PUC-SP. É membro da AsAECA (Asociación Argentina de Estudios sobre Cine y Audiovisual) e da SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual). Desenvolve projetos de live cinema, instalações, filme-ensaio, documentários. Seus trabalhos já foram apresentados no V Congreso Internacional de Sinestesia, Ciencia y Arte em Alcalá la Real (Espanha), On Marche em Marrakesh (Marrocos), Tangente Danse Contemporaine em Montreal (Canadá), AsAECA em Rosário, Quilmes, Santa Fé (Argentina), MAM-SP, Mobile Radio na 30ª Bienal de São Paulo, Red Bull Station (SP), CCBB (Brasília), Instituto Tomie Ohtake (SP) e diversas unidades do SESC.

 

Sergio Basbaum

Docente, pesquisador, músico e artista. Bacharel em Cinema pela Universidade de São Paulo (1994), Mestre e Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005), com Pós-Doutorado em Filosofia pela UNESP. Docente do programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD) da PUC-SP, coordena também a Pós Graduação em Música e Imagem da Faculdade Santa Marcelina. É autor dos livros "O primado da percepção e suas consequências no ambiente midiático" (2017), e "Sinestesia, Arte e Tecnologia" (2002), e co-organizador das coletâneas "Techno.exe —Volume 1" (2019) e "[F.A.q. 2] sincretismo dos sentidos" (2008), além de ter diversos artigos publicados no Brasil e no exterior. Como artista, além de trabalhos em diversos suportes, lançou dois álbuns como compositor e arranjador, e o livro "Redesejo - logo haicais e outros poemas" (Laranja Original, 2017). Desde 2014 vem atuando na cena de Live-Cinema com o coletivo [:a.cinema:].

 

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COLETIVO CAPIM NOVO

Espaço de livre criação, com foco na difusão da música autoral contemporânea e suas possibilidades de desdobramentos estéticos. Composto por compositores, músicos, intérpretes, artistas multimídia, o coletivo se desdobra em algumas ações práticas dentro do universo da música contemporânea atual, integrando concertos, ações educacionais, processos colaborativos de composição e performances urbanas.

 

Camille Laurent

Artista multimídia e lighting designer, trabalha a luz como uma forma de apreensão sensorial e expressão do sensível. Em situações cênicas, além de mesa de luz convencionais, usa controladores digitais e analógicos para dar forma aos espaços. Ela experimenta cada vez mais as relações possíveis entre luz e música.

 

Gustavo Bonin

Atua como compositor e intérprete (clarinete) de música contemporânea, explorando as potencialidades de interação da linguagem musical contemporânea com outras linguagens artísticas. Integra o Coletivo Capim Novo, grupo de compositores, intérpretes e artistas que desenvolvem pesquisa, criação e prática em Música e Arte Contemporânea.

 

Micael Antunes

Compositor e pesquisador, colaborando atualmente com o Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (NICS-Unicamp), onde cursa o seu doutorado. O foco principal de sua pesquisa consiste no uso de modelos psicoacústicos implementados computacionalmente como suporte para análise e criação musical. Participou na elaboração de uma série de composições que acompanham o livro “Cena Absurdo” de Pedro Marques, publicado em 2016 pela editora Ateliê. Sua música tem sido tocada em eventos como 3º CICTEM, em Buenos Aires (2017) e o NYCEMF 2018, em Nova York (2018).

 

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